Via Sacra na Comunidade Nossa Senhora das Graças, Bairro Bom Retiro

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Na Via Sacra desta sexta-feira (20/03), bem como em todas as demais realizadas pela Paróquia Senhor do Bonfim e Santo Antonio do município de Barra do Choça, nesta etapa priorizando os bairros da cidade, a Igreja procurou reforçar as reflexões mais aprofundadas nos problemas sociais do cotidiano de todos os cristãos.

Todas as comunidades, pastorais e movimentos participaram deste momento importante para o crescimento espiritual. Os jovens tiveram uma participação importante quando viveram, através da dramatização, os momentos cruciais em que Cristo foi condenado à morte, carrega a sua cruz até o Calvário, é crucificado, morto e sepultado.

Na Via Sacra, desta sexta, percorrendo as 14 estações, pelas ruas do Bairro Bom Retiro, onde fica a comunidade de Nossa Senhora das Graças, contritos em orações, cânticos, leitura da Palavra e comentários do documento da Campanha da Fraternidade, tivemos a oportunidade de rever conceitos e tomar nova atitude diante dos problemas que a nossa sociedade vive e convive e, que nós cristãos temos o dever de influenciar na solução dos problemas, dando nosso testemunho de filhos de Deus e seguidores de Cristo.

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Na Primeira Estação pudemos observar a mensagem de que “Sua mansidão proclama que não é pela violência que se constrói a paz. O amor e o perdão geraram a nova Sociedade fraterna e solidária”.

A Segunda Estação nos fez refletir que: “uma sociedade que produz a cada dia novos pobres miseráveis e mata os inocentes torna-se também responsável pelo seu sangue. No Brasil, mata-se 50 mil pessoas em apenas um ano. A maior parte das vítimas é formada por jovens negros e pobres”. Um dado mais surpreendente e que mais de 80% destas mortes são de pessoas do sexo masculino e, de certa forma fazemos com Pilatos: LAVAMOS AS MÃOS!

Terceira Estação, Jesus Cristo nos faz refletir que: “O ser humano sozinho não tem força para eliminar os males do mundo”. Somente Cristo pode nos dar a força para entendermos que o outro ou a outra é nosso irmão e que nós devemos estender a nossa mão para ajudar e acolher, sustentar e levantar.

A Quarta Estação pedimos a Deus que “faça crescer em nós a solidariedade às mães, que sofrem com seus filhos no atendimento à saúde, com a educação deficiente, com a falta de qualificação para o trabalho, com as drogas e com a violência”. Pedimos também que a estrutura familiar, que a educação e a religião possam ser elementos de formação básica de verdadeiro homem e mulher cristãos.

Quinta Estação leva-nos a refletir que “No caminho do calvário e da ressurreição, Jesus nos revela que muitos necessitam de mãos servidoras e de ombros amigos para compartilhar o peso da cruz”, como fez Simão de Cirene.

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Na Sexta Estação tivemos a oportunidade de relembrar que: “na coragem de Verônica, ao enxugar o rosto desfigurado de Cristo, que manifestemos vosso amor compassivo com gestos de ternura às pessoas de rostos alterados pelo ódio e pela intolerância de nosso tempo.”

Na Sétima Estação, na segunda queda de Jesus, pudemos refletir sobre: “quando não há respeito pela pessoa humana, e essa é tratada como mercadoria de lucro, a queda é inevitável. O caminho da cruz do cotidiano é duro e penoso – nem por isso a cruz de nossa missão deve ser abandonada.”

Oitava Estação, ao consolar as mulheres que o acompanhavam até o calvário, “Jesus exorta as mulheres a não perderem o sentido de sua vocação, a não cederam ao projeto maléfico que as considera apenas objeto de prazer, de espoliação e domínio.”

Na Nova Estação a terceira queda de Jesus nos leva a refletir mais profundamente: “As organizações da Sociedade e as pastorais da Igreja podem ajudar a preservar e a melhorar as condições de vida nas sucessivas quedas da vida e a não se acomodar à margem do caminho.”

Décima Estação “A desnudação de Jesus mostra o absurdo da violência e da maldade humana, que por vezes chega a encontrar prazer nos sofrimentos dos pobres e dos indefesos”.

Décima Primeira Estação Jesus é crucificado. “A cruz é a expressão do amor total, radical, de quem se doa até as últimas consequências, até a morte”. “Que sua dor sensibilize nosso coração na luta por uma realidade social mais justa e mais fraterna.”

Décima Segunda Estação Jesus morre na Cruz – A Igreja é a razão pela qual Jesus se entrega e morre na cruz. Ela é sua esposa e Ele a ama dando sua vida por Ela. Uma reflexão tão forte e direta como essa nos faz rever nossos conceitos de cristão engajados e compromissados.

Décima Terceira Estação Jesus foi descido da Cruz e José de Arimatéia pediu para enterrar o seu corpo, daí pudemos refletir nos “cristãos, que desempenham parte ativa no atual desenvolvimento econômico-social e lutam pela justiça e pela caridade, estejam convencidos de que podem contribuir muito para o bem da humanidade e a paz do mundo (…).”

Décima Quarta Estação O desfecho de toda a Via Sacra está na esperança de todo o cristão e de toda cristã neste ultimo ato de reflexão, quando Cristo é sepultado: “O cristão que lutar contra o mal, apesar das muitas tribulações, associado ao mistério pascal, configurando a morte de Cristo e fortificado pela esperança, chegará à ressurreição.”

No todo de sua mensagem, a Igreja quer que reflitamos mais profundamente e que tomemos consciência dos problemas que assolam a nossa sociedade e que, boa parte dele depende de nossa tomada de atitude cristã. A Igreja denuncia o desrespeito pelos menos favorecidos, pelos pobres, pelos injustiçados, pelos que sofrem preconceitos de credo, de raça, de condição social, de cor. Denuncia os descasos dos poderes públicos, denuncia a corrupção, a prepotência e acima de tudo, a qualquer tipo de violência realizada a qualquer um dos seus pequeninos.

Apesar de ser um dos momentos mais importantes para os católicos, as Vias Sacras poderiam e deveriam ter sido mais participadas e acompanhadas. Um destaque especial às crianças e jovens que ficaram bem impressionados com a dramatização realizada pelos jovens de nossa Igreja. Por outro lado vimos o desrespeito de veículos públicos, carros de som, sem dizer no descaso que muitas famílias deram a passagem do cortejo em que vivenciávamos a Paixão e Morte de Jesus, em suas ruas. Vamos torcer que na Páscoa Jesus possa tocar no coração destas pessoas e trazê-las de volta ao Seu verdadeiro AMOR!

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Author: Pastoral da Comunicação

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