Missa da Quarta-Feira de Cinzas nos lembra a fragilidade humana e a conversão cristã

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Com a Igreja Matriz do Senhor do Bonfim de Barra do Choça superlotada, nesta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, o Padre Gildeir celebrou a missa das Cinzas. A quarta-feira de cinza, como chamamos, é o início da Quaresma que culmina com o domingo de Páscoa. Em sua homilia o padre nos levou a refletir sobre a nossa mudança de vida, a conversão, a fragilidade da vida humana e a morte. “Temos que rasgar nossos corações e não as nossas vestes” bem frisado pelo padre numa observância as leituras bíblicas do Profeta Joel, Epístola de São Paulo aos Coríntios e ao Evangelho de São Mateus, todas, basicamente nos chamando a conversão cristã e nos lembrando de que somos seres humanos: “lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” e “convertei-vos e crede no Evangelho”.

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Na Quarta-feira de Cinzas (e na Sexta-feira Santa) a Igreja Católica aconselha os fiéis a fazerem jejum e a não comerem carne. Esta tradição já existe há muitos anos e tem como propósito fazer com que os fiéis tomem parte do sacrifício de Jesus Cristo. Assim como Ele se sacrificou na cruz, aquele que crê também pode fazer um sacrifício, abstendo-se de uma coisa que gosta neste caso, a carne. Logo após a homilia foram abençoadas as cinzas, colocadas nas cabeças dos presentes pelo padre e pelos ministros especiais da eucaristia e ao final da missa foram distribuídos saquinhos com cinzas para que os fiéis levassem para seus parentes e amigos que não puderam vir a esta missa.

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A origem das cinzas usadas na missa desta quarta feira tem seu significado especial. Elas são preparadas pela queima de palmas usadas na procissão de Ramos do ano anterior. Lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo. Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participará também da vida que ressurge das cinzas. O padre nos fez refletir profundamente sobre três premissas cristãs do tempo quaresma, de acordo com o Evangelho de Mateus: Esmola, oração, jejum:

“quando deres esmolas” – A nossa sociedade dá muito apreço a certos valores, como por exemplo, a solidariedade. Nas grandes catástrofes, as pessoas gostam de socorrer os habitantes das áreas afectadas. Mas há outros gestos de amor fraterno mais escondidos e que espiritualmente têm um valor evangélico elogiado por Jesus. As obras de misericórdia fazem parte do caminho de perfeição indicado por Jesus nas bem-aventuranças! Não socorremos os pobres para que o mundo nos estime e elogie publicamente, mas porque pela fé reconhecemos nos irmãos o próprio Deus. “O Pai vê o que fazemos no segredo e recompensará a nossa generosidade!”

“quando rezardes” A oração é a força que vence a Deus. Jesus também orou. O Evangelho mostra-nos muitas vezes Jesus orando no silêncio da noite, na solidão do deserto. Somos convidados a uma oração humilde, confiante, mais intensa. A nossa intimidade com Deus é favorecida pelo silêncio, pela privacidade. “Entra no teu quarto, fecha a porta e Deus Pai te dará a recompensa.”

“quando jejuares” O jejum é uma terapia e uma fonte de cura. Espiritualmente a força do jejum é descrita pela Bíblia. Lembremos a grande cidade de Nínive, que Deus não destruiu, porque os seus habitantes jejuaram! Jesus também jejuou, santificando deste modo a nossa observância quaresmal. Também neste caso, nada de ostentação exterior! “Não desfigurar o rosto! Não apresentar um ar sombrio!” Pelo contrário, “perfuma a cabeça! O Pai sabe tudo e dar-te-á a recompensa!”

Pratiquemos jubilosamente estes três meios de penitência que o Evangelho nos ensina! Resgatemos os nossos pecados com obras de misericórdia! Rezemos por toda a humanidade! Perfumemos a vida espiritual com a virtude da temperança!

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Author: Pastoral da Comunicação

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