4° Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação

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A PASCOM (Pastoral da Comunicação) é um movimento Pastoral da Igreja que tem como intuito se adaptar a realidade do uso das novas tecnologias e novos meios de comunicação. É a Igreja presente em todos os ambientes humanamente possíveis, levando a missão de Evangelizar, deixada por Jesus, a novas fronteiras.

Com o proposito de discutir os desafios e possibilidades para comunicar era da cultura digital, que a CNBB (Conferência dos Bispos do Brasil) promoveu, por meio da PASCOM Brasil, o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, em conjunto com o 2º Encontro Nacional de Jovens Comunicadores.

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Esse evento, realizado em Aparecida do Norte, no Centro de Eventos do Santuário Nacional, foi uma oportunidade para que os agentes de comunicação da dita pastoral, pudessem se qualificar melhor para o trabalho de comunicar o amor maior, que é Jesus.

Como dito pelo Bispo Auxiliar de Aparecida, Dom Darcy, só se comunica aquilo que se conhece. Portanto foi também uma oportunidade de amadurecimento na fé e espiritualização dos que ali estiveram.

Foi acima de tudo, uma grande oportunidade de se aprender, de se incorporar o saber de pessoas que estão a mais tempo estudando o assunto e atuando na área da comunicação na Igreja. O Padre Antônio Spadaro, por exemplo, trouxe-nos o conceito já divulgado pelo Papa Francisco (em outras palavras), que A REDE NÃO EXISTE, o que existe são pessoas. O papel que a rede possibilita é a interação destas pessoas, estar conectado significa está em contanto com outro individuo. A interação se dá entre indivíduos e não com as telas dos computadores, tablets e smartephones.

A comunicação é essencialmente comunicação humana. Assim a internet não é os cabos e fios dos equipamentos tecnológicos, é a experiência possibilitada por esses cabos e fios, é o tecido de conexões das minhas experiências humanas. Ela não é a ferramenta da evangelização é o ambiente onde esta deve ocorrer.

A partir do que foi dito, pergunta-se qual é o papel da Igreja frente a essas novas mídias e redes sociais? Qual o posicionamento da Igreja frente a estas novas tecnologias? Como podemos, enquanto evangelizadores e missionários, utilizar de tais meios para difundir a boa noticia que é Jesus?

Os avanços tecnológicos fizeram com que a humanidade alcançasse fronteiras nunca antes imaginadas. As novas tecnologias são uma realidade, que diminuíram distancias e possibilitaram encontros reais, mesmo que virtuais (voltaremos a este conceito). Somos muito atingidos pelas tecnologias, a Igreja, por meio de seus agentes de comunicação, tem uma possibilidade enorme de evangelizar e difundir a Boa Nova dantes nem mesmo sonhada.

A Evangelização, seja em ambiente digital ou não, não é transmissão da fé, é o testemunho desta. Não adiante que o evangelizador “encha” suas páginas, nas mais diversas redes sociais, com mensagens ou passagens bíblicas. O maior evangelizador é aquele que evangeliza através do testemunho da Boa Nova em sua própria vida.

 O uso indiscriminado de passagens e mensagens inspiradas nas Escrituras, sem que seja, acompanhada pelo testemunho que quem as disponibiliza é um desserviço à fé. A melhor maneira de se difundir a Boa Nova na rede, além das ditas postagens, é dá testemunho de sua fé a cada momento (Um cristão de verdade, nunca vai curtir um post sobre aborto, por exemplo). Aqueles que insistem com tais comportamentos não devem ser chamados de evangelizadores, estes não fazem evangelização, fazem propaganda.

É importante também sabermos nos inserir no diálogo do outro, perdemos a noção de que somos detentores da verdade. As redes sociais também é um ambiente de escuta, assim devemos aprender a dialogar, ou seja, convencer o outro que temos algo bom a dizer e acima de tudo que o outro tem algo que merece ser ouvido com atenção.

Todo agente de comunicação deve ser, acima de tudo missionário. Aqueles que comunicam e não são missionários do Senhor, não são nada, não comunicam nada. Porém aquele que se torna missionário e coloca-se a serviço torna-se mais, torna-se discípulo do Senhor.

Devemos ainda levar em conta as trocas culturais possibilitadas pelo ambiente digital. As novas tecnologias permitem interações de pessoas em diversas partes do mundo. Aproveitando a oportunidade, pedimos ao leitor licença para explicar porque preferimos usar o termo digital em detrimento do termo mais comumente utilizado, virtual. Quando se fala em ambiente virtual, passa-se a ideia que ele não seja algo real, é comum vermos esta distinção. No entanto, o que se acontece no ambiente da rede, só é possível através de interação entre pessoas, portanto ele é real, só que acontece em um ambiente diferente, assim é mais explicativo que se use o termo digital.

Assim tendo em mente as palavras do papa Francisco: “Um olhar novo sobre a vida que nasce no encontro com Jesus”, façamos do ambiente digital um lugar de encontro, um lugar de acolhimento, um lugar de amor fraterno. Pois, “acolher bem, também é evangelizar”, e o acolher pode e deve acontecer; seja no ambiente real, seja no ambiente digital.

Portanto, como discípulos acolhedores do Pai, rezamos a Nossa Senhora Aparecida, que nos acolheu em seu belíssimo Santuário; para que ela interceda junto a seu filho Jesus, que assim continue a nos abençoar; que saibamos sempre nos colocar a serviço do irmão, da Igreja e da mensagem salvadora que é o próprio Jesus. Que Aprendamos sempre a nos diminuir em imagem para que o Senhor e sua mensagem seja grande, que ela chegue aos confins do mundo, que todos saibam que só Jesus, e somente Ele, é o caminho que leva a felicidade plena e salvadora.

Veja fotos de todo o evento em nossa galeria, clique aqui.

Author: Pastoral da Comunicação

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